Aim
Começo a ver a vida de maneira diferente.
Pode haver simplicidade ou complexidade, gosto ou indiferença, seriedade ou brincadeira... a noite passava-se a juntar todos os antónimos.
Há variedade.
Antónimo de ser humano é não gostar dela.
Adiante, mais que escolher um deles por gosto ou por razão está o ser.
Será que o ser se escolhe? O tão moderno carisma?
Acho que se treina, a ver, a sentir, a reagir.
Perde-se a consciência de que nem tudo depende de nós, mas somos o resultado de divisões nanométricas, no milionésimo de segundo exacto e de uma combinação perfeita e pensada de 30 mil genes.
Não temos de ser dignos e gratos disto mesmo?
A desumanização impressiona-me porque não nos torna verdadeiramente animais, nem vegetais, nem protistas; forma-se um reino inominado, sem características próprias.
Viva cada ser humano! Sejamos verdadeiros, reais, sinceros, objectivos; gritemos, respiremos, sintamos. E pensemos!
É tão simples... aim.

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