O tornado do medo
Nunca houve sensação tão poderosa.
Transforma-nos.
Planta ideias na nossa mente.
Põe-nos palavras na boca.
Activa nervos adormecidos.
Revoluciona a paz da nossa alma.
E depois abandona-nos despedaçados.
vento do deserto
Nunca houve sensação tão poderosa.
Transforma-nos.
Planta ideias na nossa mente.
Põe-nos palavras na boca.
Activa nervos adormecidos.
Revoluciona a paz da nossa alma.
E depois abandona-nos despedaçados.
Tenho medo de ti.
De me aproximar, de me confiar.
Posso ficar sem mim outra vez.
Sem nada,
Tenho medo.
Mas a vontade existe, e o coração também.
A sombra assusta e puxa-me para trás.
Fico longe a seguir-te com o olhar, não te toco.
Tenho medo!
E tu também, mas aí do alto.
Cacos de alma
Dói-me até à alma
Não sei onde acabo e tu começas
Não sei quem é mais, tu ou eu
Eu sou menos, disso tenho a certeza
Este inconstante cansa-me
Os olhos pesam, a cara cai
E a vida vai-se
Onde está o amor?
É engraçado olhar para a nossa evolução. Ou passamos pelo mesmo ciclo repetidamente ou permanecemos com o passado. Não sei se me faço entender. Parece-me que em termos antropológicos já se descobriu e experimentou tudo, ou o tornamos a fazer ou adoptamos uma só maneira já testada.
Depois de ultrapassada a base da pirâmide de Maslow, satisfazendo as necessidades fisiológicas, de segurança, sociais e de auto-estima, enveredámos por outros caminhos. Abraham Maslow acertou em tudo, menos no vértice: auto-realização??? Não vejo ninguém interessar-se por isso. Alguém vê?
Vejo outros caminhos, invenções, ideias estrambólicas e sem sentido.
Como tornar certo uma mãe matar o seu filho, filmes acerca de crianças que torturam adultos, experiências de comer hamburgers e batatas fritas a todas as refeições, negócios engenhosamente fraudulentos. Isto é realização pessoal?
Parece que voltámos ao antropocentrismo renascentista com mais maldade e menos arte.
Perdemos força...
"Um rapaz cujo nome lhe foi dado honrando o seu irmão mais velho, que morrera dois anos antes do seu nascimento ficou órfão de Pai aos três anos. Cresceu a ver a Mãe criar quatro filhos sozinha e sendo constantemente atacada pela sua irmã.
Aos onze anos revoltou-se com a sua situação familiar e a Igreja recolheu-o. Viveu a sua adolescência em luta com a Mãe e com o seu novo amor. Já adulto, conseguiu acalmar a sua Mãe e esta escolheu viver o resto dos seus anos de vida num convento."
Hoje em dia, este rapaz estaria num colégio interno ou no bairro alto a fazer graffitis.
Há novecentos anos, este rapaz venceu os mouros, o seu primo e fundou um reino.
Foi o primeiro Rei de Portugal.
E esta, hein?
A liberdade devia ser um diploma de final de curso.
“Parabéns, acabou a licenciatura em Bom Senso, com média de 16 valores.
Parabéns, aqui tem a liberdade!”.
A duração é variável, mas nunca menos de 23 anos. As disciplinas seriam variadas, mas nunca escolhidas pelo aluno, claro.
Desde "Inteligência e visão I, II e III", "Responsabilidade", "Altruísmo I e II", “Caridade prática”, “Bem comum”, “Saber dialogar”, “Verdade e sinceridade”, “Aprender a esperar”, “Reflexão e construção de um mundo interior”, “Cultura geral”, todas obrigatórias e com exame final (sem época de recurso).
Mas os alunos têm gosto no que estudam, os professores querem ensinar e toda a gente é ouvida, desde que já tenham passado no exame de “Respeito pelo próprio e pelos outros”.
Parece bom? É mesmo, porque o único requisito é o Amor.
Quanto a pagamentos, não há um valor certo, cada um dá o que quer desde que não seja em euros.