Sunday, March 26, 2006

A constante mudança (um atagonismo perfeito)

Lembro-me de estar numa secretária cor-de-rosa , com laçarotes nos cabelos e uns óculos que, pelo seu tamanho, quase não me deixavam ver. Ouvia a professora Maria da 4º classe dizer "Vocês são a geração da mudança. Têm de começar desde já a habituar-se às mudanças que acontecem à vossa volta todos os dias e cada vez mais."
Não sei porquê lembro-me...é de valorizar, porque a memória é a minha capacidade mais teimosa. Consegue vencer-me sempre!
Passados mais de dez anos esta ideia está cada vez mais presente.
E eu? E nós? Não posso cair na hipocrisia, nem burrice de pensar que o que nos rodeia não interfere connosco...isto do "eu " e "ambiente" é recíproco... Mas para sermos nós não podemos deixar que o mundo entre à vontade, sem bater à porta e ouvir "Quem é?".
Senão somos camaleões e pior ainda deixa de haver diferença entre nós e o mundo.
É giro ver que tudo hoje em dia tende para a unificação.
Os homens e mulheres querem pertencer a um só mundo, os trabalhadores das várias profissões querem os mesmos direitos, os estudantes e os professores querem as mesmas igualdades... e lá vamos nós, sem uma vontade própria e verdadeira, sem carisma, sem convicção...vamos para onde nos levam, somos do mundo, certo? Então para quê lutar?
Não quero parecer pessimista, sobretudo a mim própria...
É um exercício para mim escrever o que me passa pela cabeça no computador. Benditas caneta e páginas pálpáveis, onde a cabeça consegue fazer melhor a sua função controladora sobre as mãos. Mas e a mudança?
Não mudar o que é verdadeiro e lutar contra o falso!

Decisões

Quero ser vento... sem fronteiras, imposições ou rumos certos... Bem percebido é isto mesmo!
Com limites definidos pela verdade, que não é rigida nem cega, com regras minhas baseadas no que sou e como cresci, com uma visão mais profunda nas três dimensões.
Tão simples...
Ah! E quero que gostem de mim assim mas com mais exigência... que me percebam...
Liberdade